segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Sobre como as pessoas subvertem a prioridade dos argumentos em uma discussão (ou: sobre como as pessoas são loucas)

Encontro na rua uma amiga minha que eu não via há séculos. Começamos a conversar e, em determinado momento, eu:

Eu: E o Paulo, como tá?
M.: A gente terminou. Tô com ódio dele!
Eu: Sério? Que pena, vocês eram tão fofos juntos!
M.: Você fala isso porque não sabe o que ele fez.
Eu: O que ele fez?
M.: Ele descobriu a senha do meu e-mail, entrou lá e leu tudo, acredita?
Eu: Nossa!
M.: Me conta, Deh, como posso namorar um cara desconfiado assim, que entra no meu e-mail para descobrir se tem alguma coisa suspeita lá?
Eu: Não tem como mesmo! Que cara louco...

Pausa.

Eu: Espera, mas tinha alguma coisa suspeita lá?
M.: Bom, ele descobriu uma traição minha, mas o ponto não é esse, né? O ponto é: como vou ter paz namorando um cara que vasculha meu email? Como vou namorar alguém que não confia em mim e fuça meu email? Louco!

Enfim. Pessoas, pessoas. Sou humano e nada do que é humano me é estranho.

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